Inscrição para seleção da Marinha no Amazonas tem nova prorrogação

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Marinha está com inscrições abertas em 2017.

As inscrições do Processo Seletivo do Serviço Militar Voluntário (SMV) para Oficiais Temporários no Amazonas foram prorrogadas até 2 de dezembro. O prazo encerraria nesta segunda-feira (28).

O salário inicial é R$ 5.931,00 como Guarda-Marinha, alcançando o valor de R$ 6.938,00 ao posto de Primeiro-Tenente.
De acordo com a Marinha, o cadastramento é destinado para ambos os sexos, na faixa etária de mais de 18 e menos de 45 anos no ano de sua incorporação.

Estão disponíveis 11 vagas, com formação em nível superior, nas seguintes áreas: Fisioterapia, Direito, Administração, Tecnologia em Construção Naval, Engenharia Mecânica, Engenharia Civil, Engenharia de Telecomunicações, e Medicina nas especialidades de Radiologia, Ginecologia e Obstetrícia.

Como fazer sua Inscrição para o Concurso da Marinha 2017

As inscrições podem ser realizadas online na página do Com9ºDN, www.mar.mil.br/com9dn, no link "Serviço Militar Voluntário".

A data da prova objetiva também foi modificada para 5 de fevereiro de 2017.

Marinha

Após descobrir o Brasil, Portugal, fascinado pelas riquezas do Oriente, deixou ao abandono a nova terra, incitando a cobiça e ensejando que outros tentassem a conquista de regiões da imensa colônia.

Ao longo de mais de um século, a partir de 1504, os franceses foram se estabelecendo em diversos locais entre o Cabo de São Roque e o Rio de Janeiro.

Em 1556, Nicolas Durand de Villegagnon desembarcou na ilha que hoje leva seu nome, na Baía de Guanabara, ali fundando a chamada França Antártica. Seguiu-se um período de continuadas escaramuças entre portugueses e invasores, tendo ambos seus próprios aliados entre os índios.

Somente a 20 de janeiro de 1567, quando Mem de Sá, no comando de uma esquadra, chegou ao Rio de Janeiro e ali travou uma batalha decisiva, na qual contou com a ajuda dos índios de Martim Afonso Araribóia, trazidos desde o Espírito Santo pelo padre José de Anchieta, foram os franceses expulsos da Baía de Guanabara.

Nesse combate, pela primeira vez, indígenas formaram ao lado dos portugueses, reforçando-lhes a esquadra com embarcações a remo e contribuindo para a expulsão dos invasores.

Além de primeira defesa organizada contra uma agressão ao nosso território, o fato caracteriza, historicamente, o nascedouro da Marinha do Brasil, porquanto toda a ação se desenvolveu no mar, ou a partir dele, e empregou, também, meios navais indígenas

O revés da França Antártica não fez os franceses desistirem de seus empreendimentos no Brasil, mas fez desviar para o Norte suas expedições, as quais, até 1610, limitavam-se ao comércio e à exploração da região.

A partir daí, decidiram se estabelecer no Maranhão, onde, em 1612, liderados por Daniel de la Ravardière, construíram um forte e fundaram uma cidade, a de São Luís, tornada capital da França Equinocial.

Até 1615, foram consolidando sua colônia, cuja retomada pelos luso-brasileiros constitui verdadeira epopéia naval, decidida em nosso favor após termos logrado conquistar o domínio do mar.

Nesse episódio, se destacaram três figuras notáveis: Jerônimo de Albuquerque, mestiço e ídolo dos indígenas, que, chefiando uma esquadrilha de navios, foi o primeiro brasileiro nato a comandar forças em combate, na defesa do território; Alexandre de Moura, português, encarregado da expedição, e Martim Soares Moreno, brasileiro, comandante da Barca Santa Catarina e participante destacado nas ações.

Vale registrar que a França Equinocial foi episódio bem mais perigoso para a unidade nacional do que a sua congênere do Rio de Janeiro, pois enquanto

esta era um enclave em território controlado por Portugal, o projeto de La Ravardière foi estabelecido em setor costeiro até então fora da órbita portuguesa, não obstante tentativas esporádicas de colonização.